domingo, 4 de novembro de 2018

IaFeed: Descobertas de Outubro

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Outubro acabou e resolvemos falar dos melhores jogos ou piores que os membros do Insira jogaram no mês. Os jogos não precisam necessariamente ter sido lançado esse mês, ou esse ano, muito menos nessa década, mas tem que ser algo que a gente começou a jogar pela primeira vez neste mês.


Willian Vieira - Beat Cop

O jogo é um point-and-click que busca recriar e imergir o jogador em um filme policial dos anos 80. No jogo você é um detetive, que é rebaixado para um simples policial de rua após uma polêmica com o sumiço de diamantes de um senador.

pixel-art do jogo é muito bem feita, que junto ao som do jogo, realmente passa a sensação do jogador estar em uma série policial de época. Como uma paródia desses filmes e séries, o jogo acaba caindo exatamente nos mesmos erros dessas obras, como o racismo empregado a população negra da época.

 Assim como ‘Papers, Please’, o jogo utiliza a mecânica de controle financeiro diário e também nas decisões que devem ser tomadas, mas aqui se encontra o diferencial dos jogos, Beat Cop é rápido, você deve escolher atender uma chamada de socorro em um lado do mapa, ou um assalto que está acontecendo do outro lado, essas escolhas moldam a história do jogo e a forma que seu personagem é visto.

A mecânica de escolha é muito simples, mas eficiente, aceitando suborno, você perde reputação e é visto de uma forma diferente pela população, então seja realizando missões para máfia ou sendo menos “rigoroso” com a gangue, isso vai mudando a forma que essas “organizações” tratam o jogador. É bom ter cuidado com isso, deixando muito baixo com a gangue ou máfia, pode significar um fim mais cedo para sua história. ¯\_(ツ)_/¯

Beat Cop cumpre o que foi prometido e foi o primeiro de muitos jogos da 11 Bit que vou citar nessa lista.

 - ABC its easy as 123



Zé Maia - Fortnite

Todo mundo sabe que o Battle Royale é o tipo de game mais amado pelos integrantes do Insira a Ficha… Tá bom, é só o Willian que gosta mesmo. De qualquer forma, não é à toa que 7 milhões de jogadores desperdiçam o seu valioso tempo jogando Fortnite, e isso tem um motivo bem simples: a vontade de ser o cara mais incrível entre dezenas de oponentes, que não são bots, em uma única zona de confronto. Isso já se mostrou bem eficaz em outras áreas do entretenimento, como o ambiente selvagem e individualista (nem tanto) da banheira do Gugu.

A verdade é que nesse mês de outubro estive reunido com amigos na minha casa, e dentre alguns games que podíamos jogar, estava o tão aclamado Fortnite… Aclamado mesmo! Não há lugar que você consiga fugir da influência deste game. Ela está presente seja nos vídeos do YouTube que reproduzem as dancinhas comemorativas do jogo ou até mesmo nos moleques da igreja que o jogam durante a missa. Então depois de relutar um pouco joguei Fortnite, e de uma jogatina de aproximadamente 30 min reproduzo a célebre frase do Barão de Itararé “de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”.

Logo no início, você está no dirigível do Dr. Neo Córtex e precisa pular em um local estratégico. Claro que escolhi um bom lugar, uma ilha! Esta decisão seria mais adequada se eu estivesse jogando Minecraft, mas tanto faz, logo com 5 min de game já percebi que os dois jogos não são antagônicos. Até agora: nada de armas, nada de inimigos, nem sequer um bicho. Lá estava eu derrubando uma casa inteira para conseguir recursos. Neste momento, me senti mais em um simulador de governo que vai destruir a casa de pessoas simples em uma certa ilha (essa é para os leitores do jornal Zero) do que necessariamente um jogo de combate.

Mas tudo bem. Depois de destruir uma residência por completo, sigo meu caminho em busca de algo que ainda não tinha achado: a vontade de continuar no jogo. Tento explorar o ambiente e a coisa mais excitante que acho é uma “camuflagem” ridícula de moita. Isso mesmo, uma moita! Com esse item você fica um pouco mais furtivo, te ajudando a passar despercebido na mata. Função inútil, dado o fato de que estou à 20 min jogando e não encontro ninguém. Continuo andando e eis que acho uma pequena vila, o que é ótimo e fundamental para conseguir recursos em um battle royale. E olha, essa foi a melhor decisão que tomei desde o início da partida. Encontrei recursos e finalmente um outro player! Mas o melhor estava por vir, o momento em que eu passei o controle para meu amigo, pois eu acabava de ser morto e eliminado


Iraci Falavina - Don’t Talk to Strangers

É um jogo interessante, um point’n’click que traz aquela veeeelha lição de tomar cuidado com estranhos. Eu gosto muito de point’n’clicks assim, porque geralmente trazem uma mensagem bacana por trás dos gráficos not so fancy. A história é simples, uma família se muda, os pais saem e uma criança vai atrás de doces no Halloween e tem que bater nas portas da vizinhança. Dependendo das suas escolhas, coisas diferentes podem acontecer (você pode conseguir doces ou entrar na casa de um maníaco). O jogo vai te mostrando que nem sempre pessoas que parecem assustadoras vão te fazer mal, e nem sempre pessoas aparentemente adoráveis vão ser boazinhas. Entre as pessoas da vizinhança, estão um pedófilo, um adolescente usando drogas, um cozinheiro, uma idosa e uma porta-paródia da Esfinge de Tebas. Todos a princípio parecem assustadores, e alguns merecem a alcunha. Suas escolhas revelam quem é quem (a menos que você escolha sair correndo, o que para mim é muito válido).

Moral da história: Se você é uma criança, não saia por aí pedindo doces a estranhos sozinha. E principalmente, NÃO entre na casa de alguém super amigável que diz que você pode escolher seu doce.

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Escrito por

Núcleo de jornalismo de tecnologia e games da Universidade Federal de Santa Catarina. Criado por estudantes, coordenado por estudantes e mal redigido por estudantes

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